quarta-feira, 15 de junho de 2011

Por uma outra Globalização

Se pararmos para pensar nas fases da Globalização, percebemos que o desejo pelo poder cresce com ações irresponsáveis de dominância. Desde o Colonialismo, que surgiu com as viagens de descobrimento e conquistas, o mundo é prejudicado em troca de um bem maior para determinados senhores. O objetivo naquele momento era conquisar territórios, os quais não estavam desocupados. Entre 1500 e 1600, dos 80 milhões de nativos existentes na América, 70 milhões foram exterminados junto a mais de 2 mil linguas. Culturas e povos foram perdidos.
 
O período da Globalização atual que tem como uma das bases, o casamento entre a Ciência e a Técnica, com o uso voltado para o mercado, onde a Ciência produz com interesse comercial e não na humanidade, nos mostra claramente que os territórios deixaram de ter fronteiras rígidas, e as empresas transnacionais ocupam os territórios sem responsabilidade alguma por eles. Um exemplo de total irresponsabilidade é a privatização da água que pode destruir mais de 6 bilhões de pessoas no mundo.

Milton Santos, autor de "Por uma outra globalização - do pensamento único à consciência universal", acreditava na existência de 3 mundos: 1) um mundo tal como nos fazem vê-lo: uma globalização com fábula = consumo; 2) o mundo tal como ele é: a globalização como perversidade = exploração do trabalho e riquezas naturais; 3) o mundo como ele pode ser: uma outra globalização = relações solidárias. Milton disse que "nunca na história da humanidade, houve condições técnicas e científicas tão adequadas a construir o mundo da dignidade humana" e que essas condições apenas foram expropriadas por um punhado de empresas "que decidiram construir um mundo perverso". Segundo o autor, cabe a nós fazer dessas condições materiais a condição material da produção de uma outra política.
 


Portanto, paro para pensar no porquê indivíduos deixam-se levar hoje pela grande mídia, sabendo que a mesma, é uma imensa máquina de criar informações, com repetição mundial de idéias, debates e manchetes. É preciso percebermos que a produção de novas formas de totalitarismo manejada por pequenos grupos - que podemos formar - produz efeito contrário ao objetivo do globaritarismo, que é tornar a informação em instrumento de grande finança. A informação tem poder de unir e mover nações, e nós temos o poder da voz, portanto, sou a favor sim de uma globalização solidária e creio na capacidade que a população tem para mudar o cenário mundial. Somos bilhões sendo prejudicados por corporações dominantes, mas devemos lembrar que tais grupos dominaram com o poder do discurso, mesmo poder que temos em nossas mãos e ferramentas de comunicação.


Luana Azevedo.

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